II Fórum de Psicologia da Baixada Fluminense reúne mais de 70 participantes em Nova Iguaçu

Categoria(s):  BAIXADA, ESTUDANTES, Notícias   Postado em: 01/12/2017 às 16:34

Psicólogas (os), estudantes, professores e coordenadores de cursos de Psicologia prestigiaram o evento.

Uma realização do Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro, por meio da sua Comissão Gestora da Subsede Baixada, a 2ª edição do Fórum de Psicologia da Baixada Fluminense, com o tema: “FORMAÇÃO, CAMPO DE ESTÁGIO E MERCADO DE TRABALHO: DESAFIOS E DILEMAS”, aconteceu com muito êxito. O evento reuniu mais de 70 participantes, entre psicólogas (os), estudantes, professores, representante das instituições parceiras.

O evento, promovido com apoio das universidades da Baixada Fluminense, psicólogos, estudantes e instituições parceiras, aconteceu no dia 25 de novembro no auditório da subsede do CRP-RJ em Nova Iguaçu. A proposta foi potencializar os debates sobre a formação em Psicologia, o campo de estágio e a inserção no mercado de trabalho e estabelecer um espaço de diálogo, reflexão e integração entre psicólogas (os), estudantes, instituições de ensino e os outros órgãos públicos e privados da região.

IMG_4428Mônica Valéria Affonso Sampaio (CRP 05/44523), conselheira-coordenadora da Comissão Gestora do CRP-RJ na Baixada, iniciou o evento dando as boas-vindas aos participantes e instalando a mesa de abertura, composta pela conselheira-presidente do CRP-RJ, Diva Lúcia Gautério Conde (CRP 05/1448), pela conselheira-secretária do CRP-RJ, Viviane Siqueira Martins (CRP 05/32170), pelo presidente do Sindicato dos Psicólogos do Estado do Rio de Janeiro, Marinaldo Silva Santos (CRP 05/5057), pela representante do Colegiado do Fórum de Psicologia na Baixada, Thelma Mary Araújo de Oliveira (CRP 05/15326), e pela estudante de Psicologia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Caroline Curty Pereira.

A conselheira-presidente do CRP-RJ abriu a mesa enfatizando que o Brasil “vive um momento muito aflitivo em nível municipal, estadual e federal” diante do processo de desmonte de políticas públicas e direitos sociais. Diva Conde destacou também a importância dos estágios como ferramenta de formação, qualificação e reflexão crítica sobre a prática da (o) psicóloga (o). “São os estágios que nos ajudam a desenvolver nossas práticas profissionais. Precisamos estar bem formados e preparados para servir bem à sociedade, que é a usuária dos nossos serviços”, defendeu.

Thelma Oliveira fez um resgate histórico da criação da Subsede do CRP-RJ da Baixada e explicou como esse movimento está relacionado à maior inserção da Psicologia na região. “Essa Subsede surge a partir de um movimento dos psicólogos da Baixada. Como a sede no Rio era distante, constituímos, especialmente aqui em Nova Iguaçu, um polo de reunião permanente e criação de ideias e reflexões. Na época, debatíamos também a necessidade de abertura de campo de estágio e trabalho na Baixada e a necessidade de criação de políticas públicas para a Saúde e Assistência Social, que na época não havia”, revelou a psicóloga.

O presidente do SINDPSI-RJ destacou que “o tema deste fórum é fundamental para todos que estão se graduando em Psicologia” e ressaltou o papel do sindicato na luta pela abertura de campo de trabalho para as (os) psicólogas (os) na região. “Eu me formei em 1981. Naquela época, não havia mercado de trabalho para o psicólogo, não havia políticas públicas que pudessem absorver todos aqueles profissionais que saíam da universidade. Nossa luta hoje no Sindicato é junto às prefeituras para que incluam mais psicólogos em suas redes de educação, saúde e assistência”, adiantou Marinaldo.

Em seguida, Viviane Siqueira enfatizou a importância do debate sobre a qualificação da formação e do campo de estágio para o CRP-RJ. “Acreditamos que o psicólogo não nasce quando se inscreve no CRP-RJ. Ele nasce na faculdade, na formação. Se não temos garantida essa formação com qualidade, teremos certamente um profissional com déficit lá na frente. Como o papel do CRP-RJ é mediar a relação do psicólogo com a sociedade, então é preciso que esse profissional esteja minimamente qualificado para atuar junto a essa sociedade. E isso começa na formação”, defendeu.

“Fico muito feliz em ouvir a história do surgimento da Subsede do CRP-RJ na Baixada porque a história da Psicologia dentro da UFRRJ surge exatamente dentro desse contexto de resistência e militância”, afirmou a estudante Caroline Curty Pereira, 5º período de Psicologia da UFRRJ.

IMG_44491ª mesa

A primeira mesa de debates do evento teve participação de Antônio Reguete Monteiro de Souza (CRP 05/22073), psicólogo, psicodramatista, supervisor de estágio e coordenador do Laboratório Interdisciplinar de Pesquisas e Práticas em Psicologia Social do curso de Psicologia da UNIGRANRIO. A mediação ficou por conta da psicóloga Maíra Amaral de Andrade (CRP 05/32352), pós-graduada em Gestão Empresarial e diretora do Núcleo Integrado de Desenvolvimento Humano (NIDH). O tema da mesa foi “Desafios para a formação do psicólogo, campo de estágio e mercado de trabalho”.

Antônio Reguete, que atua no campo da Assistência Social, contextualizou a inserção da prática psi nas políticas públicas e os desafios enfrentados. “Quando fui trabalhar nas instâncias da inserção no campo social, não tinha nenhum referencial teórico, não havia nenhuma prática anterior. Os movimentos de inserção da Psicologia no campo das políticas sociais estão ligados às lutas da Saúde Mental. No campo da Assistência social, ainda não havia referencial teórico”.

Em seguida, o professor da UNIGRANRIO defendeu que a (o) profissional de Psicologia deve estar apta (o) a “inventar sua prática”. “O ponto central que gostaria de trazer para nossa reflexão é inventar a própria prática. Criar soluções e modos de intervenção para problemas que nunca haviam sido enfrentados constitui um ponto fundamental que permite discutir os desafios da formação do psicólogo no campo do estágio e no mercado de trabalho, articulando o local e o global, o particular e o geral”, disse.

Finalizando, Antônio Reguete enfatizou a importância da escuta qualificada da (o) psicóloga (o) para sua atuação, independente do espaço em que estiver inserido. “É fato notório que não se aplica o método da clínica em quase totalidade das atuações do psicólogo nas políticas sociais. No entanto, se abandonarmos nossa escuta qualificada pela experiência clínica em nossa prática nas políticas sociais, estaremos nos distanciando daquilo que melhor nos qualifica e nos diferencia”.

O II Fórum de Psicologia na Baixada Fluminense teve ainda mais duas mesas de debate. Clique abaixo sobre o nome de cada uma delas para ver a cobertura completa de cada uma.

2ª mesa: “Formação em Psicologia: Ênfases e Diretrizes Gerais”

– 3ª mesa: “Campo de Estágio e Mercado de Trabalho”