Ágatha presente: CRP-RJ participa de ato no Centro do Rio e marca seu posicionamento sobre a política pública de segurança

Categoria(s):  DIREITOS HUMANOS, Notícias   Postado em: 01/10/2019 às 15:16

A segurança pública é um campo estratégico da atuação da (o) psicóloga (o) na atualidade.

IMG_0444O CRP-RJ marcou presença, no dia 23 de setembro, no ato em memória da menina Ágatha Félix, morta no último dia 20 por um tiro de fuzil no Complexo do Alemão, onde morava. A manifestação aconteceu na escadaria da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ), no Centro do Rio, e foi marcada pela emoção e por palavras de ordem pedindo paz e justiça a todas as vítimas de violência de Estado.

Representado o CRP-RJ, o conselheiro Alexandre Vasilenskas Gil (CRP 05/30741) reiterou a solidariedade do CRP-RJ com os familiares de Ágatha e das demais vítimas da violência no Estado, que afeta, em sua maioria, negros e moradores de favelas.

“É importante que o CRP-RJ, em nome das psicólogas e dos psicólogos do estado do Rio de Janeiro, se solidarize com a população das favelas, que tem sido alvo dessa política genocida, classista e racista. É o mesmo governo que fecha os dispositivos de saúde, precariza a situação dos trabalhadores de Saúde Mental e substitui isso como política de extermínio da população”, criticou o conselheiro do CRP-RJ.

O CENÁRIO DE VIOLÊNCIA E A PSICOLOGIA

Conselheiro do CRP-RJ Alexandre Vasilenskas marca presença no ato

Conselheiro do CRP-RJ Alexandre Vasilenskas marca presença no ato

A morte da menina Ágatha, infelizmente, está longe de ser uma exceção. O recrudescimento da intervenção de agentes de Estado nas favelas do Rio de Janeiro vem ocasionando um aumento exponencial dos índices de letalidade. Somente entre abril e julho deste ano, o Instituto de Segurança Pública registrou 643 mortes decorrentes dessas operações, o maior patamar em 20 anos.

Vale destacar que a Psicologia, como ciência e profissão do campo da Saúde Mental, tem um compromisso ético com a afirmação da vida e a promoção de políticas públicas que promovam não a violência, mas a diginidade, a justiça e a inclusão social.

A atuação na política de segurança pública é um campo estratégico de inserção da (o) psicóloga (o) na atualidade. Tanto que está em consulta pública, até 4 de outubro, a versão preliminar da Referência Técnica para Atuação de Psicólogas (os) na Política de Segurança Pública.

O documento, produzido pelo Centro de Referências Técnicas em Psicologia e Políticas Públicas (CREPOP), do Sistema Conselhos de Psicologia, tem o objetivo de trazer reflexões sobre esse campo de trabalho e apresentar diretrizes técnicas e éticas para o fazer psi na área. Saiba mais aqui.