A AIDS pode matar, mas o preconceito mata muito mais!

Categoria(s):  DIREITOS HUMANOS, NOTAS, Notícias   Postado em: 03/12/2018 às 09:45

CRP-RJ abraça campanha no mês da prevenção ao HIV/AIDS.

Aprovada pelo Senado Federal em outubro de 2017, a Lei nº 13.504 institui oficialmente a Campanha Nacional de Prevenção ao HIV/AIDS e outras infecções sexualmente transmissíveis. A campanha tem o objetivo de estabelecer, anualmente no mês de dezembro, uma agenda nacional de atividades e mobilizações com foco na prevenção, assistência, proteção e promoção dos direitos das pessoas que vivem e convivem com HIV/AIDS.

A chamada Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (AIDS, na sigla em inglês, ou SIDA em português) é uma doença que pode causar a morte, caso a pessoa que adquiriu o vírus do HIV em fase avançada e não esteja em tratamento com antirretroviral. Por meio do Programa de AIDS do Ministério da Saúde, exames de prevenção e também os medicamentos antirretrovirais são fornecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Dezembro Vermelho 2018Porém, o momento atual requer atenção. A AIDS pode matar, mas o preconceito mata muito mais. Apesar dos significativos avanços no tratamento nas últimas décadas, o tema, ainda hoje, é cercado de mitos e preconceitos, fato que dificulta ações ampliadas de prevenção e tratamento da doença.

Dados da UNAids, da ONU, revelam que, em 2016, o Brasil apresentou um aumento de 3% no número de casos de AIDS em relação a 2010, enquanto que, no mundo, durante esse mesmo período, essa quantitativo apresentou uma retração de 11%. Ainda que o aumento não seja considerado preocupante, ele é um indicativo da importância da intensificação de ações educativas e de conscientização voltadas às possíveis formas de prevenção à doença.

Pesquisas recentes do Ministério da Saúde apontam que os maiores índices de mortes provocados pela doença estão atrelados à não adesão ao tratamento ou ao diagnóstico tardio. Além disso, percebe-se um aumento preocupante de casos de depressão nos portadores da doença em decorrência do preconceito e discriminação às pessoas que vivem e convivem com HIV/AIDS.

Com o avanço dos medicamentos e a adoção da Prevenção Combinada (PreP, PeP, Camisinha, etc.), houve um certo esquecimento de dois fatores fundamentais na prevenção e combate ao HIV-AIDS. O primeiro é de que o medicamento não substitui a responsabilidade de cada pessoa em adotar práticas do cuidado de si e do cuidado do outro para um sexo mais seguro. Em segundo lugar, é de que as redes são fundamentais, ou seja, são as próprias comunidades onde as pessoas estão inseridas e onde se articulam que vão dizer qual a melhor forma de prevenção e combate ao HIV-AIDS.

As (os) profissionais da saúde podem atuar como parceiros e aliados a essas comunidades, mas sem retirar delas sua autonomia para decidirem sobre as próprias vidas, pois foram essas atitudes de práticas comunitárias as responsáveis pelas campanhas mais exitosas no Brasil e no mundo.

Uma dessas redes é a Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV-AIDS – RNPVHA, que tem como lema “Antes nos escondíamos para morrer, hoje nos mostramos para viver”. Para saber mais, entre no site: http://www.rnpvha.org.br/.

O Ministério da Saúde disponibiliza um portal on-line contendo todas as informações relacionadas à prevenção, à detecção e ao tratamento ao HIV/AIDS, além dos serviços oferecidos pelo SUS. Basta acessar www.aids.gov.br, conferir e compartilhar!

É importante destacar também que o Grupo Pela Vidda RJ – do qual o CRP-RJ é parceiro – disponibiliza testes anti-HIV gratuitos, além de informações e outros métodos preventivos. Acesse o site do Grupo pela Vidda RJ e obtenha mais informação sobre HIV/AIDS: http://www.pelavidda.org.br.