Página Principal > Notícias > Notícias 2010 > Rio ganha serviços de promoção de cidadania a minorias de direitos
No dia 1º de julho, foram inaugurados no Rio de Janeiro os Centros de Referência e outros serviços de promoção da cidadania LGBT, da liberdade religiosa e dos direitos humanos em DST/Aids e outras doenças. O CRP-RJ participou do evento, sendo representado pelo conselheiro Lindomar Expedito Silva Darós (CRP 05/20112), presidente da Comissão Regional de Psicologia e Políticas Públicas (CRPPP), e pelos colaboradores Luan Carpes Barros Cassal (CRP 05/38831), da Comissão Regional de Direitos Humanos, e Bárbara Magalhães Dias (CRP 05/31999), da CRPPP.
O objetivo dos novos serviços é promover cidadania e garantir os direitos da população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais), das vítimas de preconceito e intolerância religiosa e das pessoas vivendo com HIV/Aids e outras doenças. “É um centro misto, no qual se discute sobre a população LGBT, intolerância religiosa e outros num mesmo espaço. Entende-se que cada um tem sua especificidade, mas estamos falando de um mesmo tema”, ressalta Luan.
Para o colaborador, um dos pontos importantes é o governo do estado tomar a frente na execução da política pública, o que, tradicionalmente, vem sendo feito por organizações não-governamentais. “Agora se tem o Estado bancando, organizando o serviço. Isso mostra uma valorização da gestão. Representantes do primeiro escalão do Governo Estadual salientaram no início do evento que o serviço tem que ser de qualidade excelente. O Estado dizer isso é dizer que esses cidadãos não são de segunda categoria”.
Lindomar acrescenta que a criação dos serviços foi uma conquista a partir das lutas dos movimentos sociais. “A implementação desse centro é uma tomada de decisão da Conferência LGBT. É uma política pública que o coletivo da qual o coletivo diz ter necessidade, não é o Governo que decide se ela vai ser boa para o usuário. É importante também manter a cobrança para que esse serviço seja implementado de fato”, afirma.
O conselheiro destaca ainda que esses centros não devem existir eternamente. “Julgamos ser importante que os centros de referência que tratam de minorias em direitos sejam datados, para que em um dado momento possamos construir um Estado no qual qualquer usuário, independente de sua orientação sexual, idade, cor ou credo, possa ser atendido no mesmo serviço que qualquer outro cidadão. Dessa forma, estaremos vivendo em um mundo em que a diferença é afirmada e vivida no cotidiano. A inauguração desse centro é muito importante, mas temos que ter um norte de que, futuramente, serviços como esse não precisem existir e que a população seja tratada em qualquer espaço público”.
Os serviços inaugurados contarão com 125 funcionários, distribuídos pelos seguintes espaços:
Os serviços funcionarão no sétimo andar do prédio da Central do Brasil, onde fica a sede da Secretaria de Estado de Segurança Pública. No mesmo espaço, será sediada a gestão institucional do programa Rio sem Homofobia.
Texto: Bárbara Skaba
12 de julho de 2010