Página Principal > Notícias > Notícias 2009 > CRP-RJ apoia psicólogos do TJ/RJ; veja notícia da Folha Dirigida
Em agosto de 2009, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Luiz Zveiter, havia informado, em entrevista à Folha Dirigida, que haveria concurso do órgão para psicólogo, assistente social, oficial de justiça e comissário. No entanto, pouco depois, as conselheiras do CRP-RJ Vivian Fraga e Márcia Badaró receberam do juiz titular da Corregedoria Gustavo Quintanilha a informação de que não havia previsão de concurso a médio ou curto prazo, apesar de haver uma defasagem de, no mínimo, 100 psicólogos e 100 assistentes sociais.
Além disso, o CRP-RJ se posicionou contra uma medida que o TJ/RJ pretendia implantar e que, além de facilitar a não-realização do concurso, iria comprometer gravemente a qualidade do atendimento aos cidadãos que recorrem à Justiça. O Tribunal iria mudar a lotação de todos os psicólogos e assistentes sociais concursados para núcleos, que seriam criados para distribuir os processos que requerem estudos sociais e/ou psicológicos.
Assim, esses profissionais teriam que dar conta de todos os processos da região, o que os deixaria em atividades meramente burocráticas (como a elaboração de laudos), pois não haveria tempo para um acompanhamento de cada caso. A cada vez que um atendimento a uma família fosse necessário, por exemplo, ela seria atendida por um profissional diferente, impossibilitando um trabalho continuado.
Para discutir essas questões, a Folha Dirigida realizou uma matéria com a conselheira Vivian Fraga e com o desembargador Luiz Zveiter, publicada na edição de 15 a 21 de setembro. O presidente do TJ/RJ reafirmou a realização de concurso, declarando que este ficaria para 2010. Na mesma notícia, no entanto, o presidente da Associação dos Comissários de Justiça do Rio de Janeiro (Acerja), Leandro D’Ornellas - em consonância com o que havia dito o juiz Gustavo Quintanilha às conselheiras do CRP-RJ - desmentiu a informação, dizendo que uma nova seleção foi descartada para ambos os cargos.
D’Ornellas informou ainda que a Corregedoria desistiu de implementar a medida para os comissários e oficiais de justiça. Ou seja, os psicólogos e assistentes sociais organizados, com apoio do CRP-RJ, do Conselho Regional de Serviço Social do Rio de Janeiro (CRESS) e do SindJustiça, conseguiram que os núcleos não fossem implantados.
A defasagem de profissionais, no entanto, continua, e, apesar de não haver previsão de concurso público, este se faz extremamente necessário. O CRP-RJ continuará assim acompanhando o caso e dando suporte aos profissionais de Psicologia que trabalham no TJ/RJ.
Leia a matéria da Folha Dirigida na íntegra.
28 de setembro de 2009