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Notícias 2009

GT do Esporte do CRP-RJ promove mais um evento no dia 06 de julho

Em mais um encontro do ciclo de palestras Lance Livre, o GT de Psicologia do Esporte do CRP-RJ reuniu, no dia 06 de julho, psicólogos, estudantes de Psicologia e profissionais de áreas afins em torno do debate: Treinamento esportivo: uma abordagem interdisciplinar. Dessa vez, os palestrantes convidados foram o atleta, técnico de tiro esportivo e estudante de Psicologia, Silvio Aguiar, e o professor de Educação Física da UFRJ, Paulo de Tarso Pinheiro.

Foto de palestra do evento.

Foto da mesa de palestrantes do evento.

Ciclo de palestras Lance Livre reuniu psicólogos, estudantes de Psicologia e profissionais de áreas afins em torno do debate: Treinamento esportivo: uma abordagem interdisciplinar.

Silvio ressaltou a importância da prática do esporte para a cidadania e a responsabilidade social que o psicólogo tem sobre o atleta. Segundo ele, “o esporte é mais do que nunca importante na formação do jovem” e a Psicologia cumpre importante papel nesse processo. “Eu não consigo conceber um treinamento esportivo sem o apoio do psicólogo da equipe que vai trabalhar essa pessoa”, afirmou.

De acordo com o técnico, a visão de trabalho dos profissionais que atuam junto aos atletas tem quer ser “holística”. “O atleta é um ser bio-psicossocial, ou seja, uma pessoa que tem três esferas imbricadas atuando sobre ele: de um lado, a bio, que comporta treinadores, médicos e fisioterapeutas trabalhando as variáveis biológicas do atleta; de outro, a social, que compreende a família, a escola, os torcedores desse atleta; e, por fim, a psico, fazendo o elo, interagindo esses agentes”. Para ele, “o psicólogo é aquele que vai permitir a comunicação entre esses três agentes, e manter um diálogo coerente entre ambas as partes”.

Ele apontou ainda a importância da visão multidisciplinar sobre o acompanhamento do atleta e da integração dessa equipe multidisciplinar na preparação desse atleta. “É importante perguntar quem é a pessoa que treinamos, como a treinamos, por que a treinamos e com qual objetivo. São essas as perguntas que definem a base com a qual você vai trabalhar com o atleta, e essa base precisa ser de uma equipe multidisciplinar, que articule a pluralidade com a horizontalidade de conhecimentos”, concluiu.

Paulo acentuou a importância de se articular um trabalho com o atleta de modo amplo e transdisciplinar. “O psicólogo, o nutricionista, o fisioterapeuta, o técnico, eles têm que pensar que o objetivo é o aluno, é a pessoa, não o rendimento. O trabalho tem que ser centrado na pessoa”. 
Ainda de acordo com o professor, esse trabalho transdisciplinar deve partir, inclusive, do próprio profissional. “Quando eu era atleta, sempre senti a necessidade de um apoio, um trabalho de várias frentes. Quando passei a trabalhar com o atleta de alto rendimento, percebi que o maior problema era motivá-lo, e, muitas vezes, eu realizava com esse atleta um trabalho de educador também. Eu muitas vezes me via obrigado a atuar em diversas frentes”, relata.

Sobre a intervenção psi no Esporte, Paulo afirma que ela não é satisfatória e exortou os psicólogos a “contribuírem mais”. “Não me agrada ver a ação dos psicólogos do esporte na atividade física; acho que vocês têm uma contribuição muito maior a dar”.

Texto e fotos: Felipe Simões

10 de julho de 2009
atualizado em 06 de agosto de 2009

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