Página Principal > Notícias > Notícias 2008 > Palestra no CRP-RJ apresenta conceitos de hipnose para psicólogos
No dia 5 de setembro, o CRP-RJ recebeu a palestra “Conceitos Básicos de Hipnose”, com o neurologista e hipnólogo Marlus Vinicius Costa. A atividade foi realizada em parceria com o Instituto Brasileiro de Hipnose Aplicada (IBHA), que promoveu o I Congresso Brasileiro de Hipnose Clínica e Hospitalar, nos dias 6 e 7 de setembro, também com a presença do Dr. Marlus.


Palestra “Conceitos Básicos de Hipnose” apresentou os aspectos essenciais da hipnose que os psicólogos devem conhecer para utilizá-la como ferramenta.
Dando início ao evento, o conselheiro-presidente do CRP-RJ, José Novaes (CRP 05/ 980) lembrou que a hipnose é reconhecida pelo Conselho Federal de Psicologia como ferramenta para o psicólogo. Também esteve presente a psicóloga Clystine Abram Oliveira Gomes (CRP 05/15048), presidente do IHBA, que foi a primeira instituição de hipnose inscrita no CRP-RJ. “O IHBA teve um grande papel na regulamentação da hipnose”, explicou Novaes.
Na palestra, o Dr. Marlus apresentou os aspectos essenciais da hipnose que os psicólogos devem conhecer para utilizá-la como ferramenta. “Primeiro, é preciso definir o que é hipnose. A maioria dos livros conta casos, mas não dá uma definição. E é preciso saber para poder explicar ao paciente o que é a hipnose”.
Utilizando a definição do autor N. A. Covino, ele explicou que a hipnose é o “uso de sugestão, atenção focalizada, em um relacionamento terapêutico para auxiliar o paciente a modificar a percepção, emoção e/ou comportamento”. O médico esclareceu ainda que a ferramenta não é um sono nem um transe e que o paciente fica consciente durante o processo.
Segundo ele, essa explicação ao paciente é importante para que ele perca alguns receios presentes no senso comum. “É comum vermos pacientes com medo de não acordar ou de ser dominado pelo hipnólogo. Se explicamos que eles vão ficar conscientes o tempo inteiro, eles percebem que isso não pode acontecer. Jamais em hipnose clínica o hipnólogo vai levar o paciente a fazer algo que não quer”.
Em seguida, ele apresentou um breve histórico da hipnose. Segundo ele, a primeira investigação científica nessa área se deu em 1784. Ao longo do tempo, a prática foi se desenvolvendo através de nomes importantes, como Hull, Hilgard, Barber e Erickson.

Na palestra, o Dr. Marlus nfatizou que
nada em hipnose é previsível.
O Dr. Marlus destacou ainda que, como a hipnose é sugestão, o hipnólogo deve conhecer seu paciente para obter um melhor resultado. Para exemplificar, ele chamou duas pessoas da platéia e pediu que uma tentasse convencer a outra da qualidade de um restaurante. Apesar dos elogios, a interlocutora não se sentiu atraída pelo restaurante por ele ser especializado em frutos do mar. “Se o hipnólogo sabe o histórico do paciente, ele vai saber, por exemplo, que o paciente não gosta de frutos do mar e vai destacar outros pratos do restaurante”.
Mesmo assim, o médico enfatizou que nada em hipnose é previsível. “Só vamos saber o efeito da nossa sugestão após vermos o resultado. Vários fatores influenciam, como crenças culturais, valores pessoais, experiências anteriores. Mas é claro que se estivermos bem preparados, a chance de sucesso é maior”.
Texto e fotos: Bárbara Skaba
09 de setembro de 2008