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Notícias 2006

Conselho Federal de Psicologia contesta matéria publicada na edição de março de SIMERS em Revista

Assegurada pela Constituição Federal, a livre manifestação do pensamento é também a essência da sociedade democrática. Todos têm direito a expor diferentes idéias e críticas. Fundamentado neste ideário, o SIMERS está abrindo espaço à manifestação do Conselho Federal de Psicologia, em face das declarações concedidas pela MD. Laís Legg da Silveira Rodrigues publicadas nesta revista em março (edição n 0 27). Na oportunidade, a médica falou sobre as prerrogativas do psiquiatra e do psicólogo. O Sindicato Médico entende tal manifesto como contribuição democrática ao tema. O objetivo da matéria foi apenas o de mostrar idéias de natureza científica, sem qualquer ofensa pessoal ou à honra dos profissionais da Psicologia. Nada mais. A seguir, o texto encaminhado pelo órgão federal.

“A Psicologia atua onde houver humano e onde houver a presença da dimensão psicológica, seja na saúde ou na doença. A doutora é claramente corporativista e pensa o tratamento da doença como se fosse sinônimo de tratamento médico. A saúde é hoje campo e interesse de muitos (14 áreas) profissionais que têm construído seus exercícios profissionais com vistas a uma prestação de serviço multidisciplinar. A doutora parece desconhecer estes conhecimentos e as formas interdisciplinares que se instituíram com sucesso na área da saúde.

Por que só médicos podem dar atestados de afastamento do trabalho? A rigor, alguém pode se afastar do trabalho porque está em estado de stress porque foi vítima de alguma situação traumática. Estas pessoas estão em sofrimento, apesar de não estarem doentes, e quem saberá disto e poderá tratá-la é um psicólogo.

A doutora também desconhece as ações dos Conselhos Profissionais de Psicologia para regular o campo dos testes. Os psicólogos tomaram nas suas mãos os testes que, até então, estavam nas mãos das editoras. Há quatro anos funciona, no Conselho Federal de Psicologia, uma comissão que avalia as condições de uso de todos os testes psicológicos.

O CFP repudia a manifestação da doutora, não pela pobreza de suas opiniões, mas por não se constituir como um apoio a uma luta comum aos profissionais da área da saúde: a luta por um serviço de saúde à população que tenha qualidade técnica, ética, e seja comprometida com as necessidades sociais do povo brasileiro. Esta é a nossa luta!”

O Conselho Federal de Psicologia é representado neste ato por sua Conselheira-presidente, dra. Ana  Mercês Bahia Bock.

Fonte: Site do CFP

28 de novembro de 2006

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