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Petrópolis
Niterói
Campos dos Goytacazes
Nova Iguaçu
Resende
O Sistema Conselhos de Psicologia elegeu, em dezembro de 2007, na Assembleia das Políticas, da Administração e das Finanças (APAF), 2008 como o Ano da Educação. Essa escolha surgiu da necessidade de enfatizar a importante contribuição da Psicologia, como ciência e profissão, na luta pela consolidação de uma educação para todos, respaldada nos princípios do compromisso social, dos Direitos Humanos e do respeito à diversidade como fundamento para uma efetiva inclusão social.
Ficou, então, a cargo da recém-criada Comissão de Educação do CRP-RJ, na época coordenada pela conselheira Francisca de Assis Alves (CRP 05/18453), organizar um cronograma de atividades para reunir os psicólogos do estado do Rio para discutir e debater o tema, tanto na região Metropolitana quanto no interior. Ao todo foram cinco eventos preparatórios –Petrópolis, Niterói, Campos, Nova Iguaçu e Resende – que culminaram com o Seminário Regional de Educação, realizado na UFF, em Niterói.
Nos encontros da fase regional, foram tiradas propostas elaboradas pelos participantes e levadas para o Seminário Regional, no dia 29 de novembro de 2008. Nele, os presentes aprovaram, re-elaboraram ou vetaram essas propostas, sistematizando-as em um relatório que foi enviado ao Conselho Federal de Psicologia. Junto com os relatórios dos outros conselhos regionais, ele compôs as discussões do Seminário Nacional, que ocorreu em Brasília do dia 24 a 26 de abril de 2009.
Para pautar as discussões e garantir no debate a presença de diversos aspectos, o CFP definiu algumas diretrizes que pautaram as discussões. Foram propostos, então, quatro eixos temáticos:
Neste eixo serão debatidos temas desenvolvidos por psicólogos, em escolas ou outras instituições de educação que abordem a temática da educação inclusiva e sua interface com políticas públicas, em especial as de educação, saúde e assistência social. Problematizaremos o termo Educação Inclusiva, procurando conhecer as diferentes práticas que fortaleçam a luta por uma educação que valorize as múltiplas dimensões da diferença e da singularidade. Refletir sobre as conseqüências provocadas pelo atravessamento de um discurso biomédico em relação à aprendizagem, principalmente no que se refere à medicalização da vida escolar.
Este eixo trata de temas relacionados à inserção e à participação de psicólogos no âmbito das políticas públicas e espaços consultivos e deliberativos, tais como fóruns, redes Sociais e Conselhos, bem como junto ao Legislativo, acompanhando e propondo ações junto a deputados e vereadores visando, também através de Projetos de Lei, contribuir para uma democracia participativa na educação. A presença do psicólogo nesse campo deve resguardar a dimensão do compromisso social e da qualificação técnica e política para o exercício profissional.
Educação: o que temos a ver com isso? Esse eixo inclui discussão e reflexão das práticas desenvolvidas por psicólogos em instituições escolares e educacionais (por exemplo, abrigos, centros sócio-educativos, instituições comunitárias), nos seus diversos contextos formais (educação infantil, ensino fundamental, médio, superior, ensino profissionalizante e educação continuada) ou informais.
Envolve a atuação do psicólogo junto aos alunos, suas famílias, educadores e demais profissionais sem deixar de indagar qual é a demanda da Educação para Psicologia. Que práticas podem ser engendradas pelos serviços de Psicologia para formação integral dos estudantes da Rede Pública de Educação Básica? Que efeitos têm sido gerados pela intersecção da Psicologia e da Educação no cotidiano da escola? Como essa interseção pode produzir dispositivos com capacidade de gerar mais efeitos de diferenciação e menos efeitos de medicalização e psicologização?
Esse eixo tem como objetivo problematizar a pertinência da disciplina de Psicologia no ensino médio, procurando interlocução com o campo da Educação. A necessidade dessa discussão se faz pela dificuldade de garantir um ensino de Psicologia distante dos moldes de um olhar psicologizante em relação ao sujeito, que normatiza e categoriza sujeitos sociais em condições de diferença. Será que a disciplina de Sociologia não contempla os processos de constituição do sujeito em sociedade, em uma perspectiva politizada? Esse eixo visa ampliar esse debate trazendo especialistas em currículo, construindo um fórum de pedagogos e professores, professores, porque considera que essa discussão não pode ocorrer sem a participação dessas categorias.
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Relatório Seminário Nacional do Ano da Educação - Psicologia: Profissão na Construção da Educação para Todos Organização: Conselho Federal de Psicologia - CFP - e Conselhos Regionais de Psicologia Download do arquivo PDF |
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Cartilha Ano da Psicologia na Educação – Textos Geradores Organização: Conselho Federal de Psicologia - CFP Download do arquivo PDF Download da Carta de Brasília - Resultado do Seminário do Ano da Educação |
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Jornal n°20 - janeiro de 2009 Psicologia e Educação Download do arquivo PDF Artigos e entrevistas na íntegra Errata |
Veja o vídeo de compilação de palestras e depoimentos sobre questões ligadas à Psicologia e sua intervenção na Educação com o objetivo de convidar os psicólogos a participar dos debates do Ano da Educação.